O Grupo de Professores de Educação Visual e Tecnológica da AE Diogo Cão, proporcionou a realização, com os alunos do 6.º ano, um conjunto de trabalhos no âmbito da disciplina de Educação Visual, agora reunidos na exposição intitulada “Liberdade Pictórica”. Esta iniciativa surge integrada nas comemorações da Revolução de Abril – o “Dia da Liberdade” simbolizando igualmente a libertação da criatividade, da imaginação e da expressão artística dos alunos. Os trabalhos apresentados resultam do estudo do conteúdo “Obra de Arte”, entendida como uma criação humana que traduz intenções artísticas e expressa ideias, emoções, pensamentos e conceitos, sempre ligada a um determinado contexto histórico e cultural. A arte constitui uma poderosa forma de comunicação que, para além da sua dimensão estética e contemplativa, desempenha também uma importante função educativa, permitindo-nos compreender melhor o mundo que nos rodeia. A arte não precisa de ser apenas “bela”; pode igualmente provocar emoções, questionar realidades e estimular o pensamento crítico. Neste contexto, os alunos estudaram diversos “Movimentos Artísticos” e os pintores que neles se destacaram. A partir da análise de obras de artistas consagrados, realizaram, na maioria dos casos, releituras dessas obras, desenvolvendo projetos criativos posteriormente transpostos para tela. A pintura surge, assim, como principal forma de expressão artística desta mostra, revelando sensibilidade estética, domínio cromático e grande liberdade criativa.
Nesta exposição pictórica sobressaem a harmonia, a conjugação de formas, cores e temas, numa verdadeira manifestação de cor, luz e intensidade artística. Entre as referências estudadas e reinterpretadas encontram-se importantes nomes da arte portuguesa e internacional. Destacam-se os modernistas portugueses como José de Almada Negreiros, artista multifacetado: pintor, escritor, poeta, dramaturgo e ensaísta, figura central do modernismo e do futurismo em Portugal. Sobre ele, o historiador e crítico de arte José-Augusto França escreveu a célebre expressão “O Português sem Mestre”, sublinhando o carácter singular, independente e inovador de Almada. Outro nome incontornável é Amadeo de Souza-Cardoso, considerado por José-Augusto França “O Português à Força”, pela intensidade expressiva, inquietação criativa e modernidade da sua obra. Surge igualmente Eduardo Viana, um dos primeiros modernistas portugueses, reconhecido pela fusão entre naturalismo e influências vanguardistas como o cubismo e o cezannismo. Também a pintora Graça Morais marca presença através de referências, a uma obra profundamente ligada à identidade, à memória e à história portuguesa, combinando realismo, simbolismo e expressionismo.
A exposição integra ainda grandes mestres da História da Arte mundial, como Pablo Picasso e o seu inconfundível cubismo; Paul Cézanne, figura fundamental do Pós-Impressionismo; Vincent van Gogh, referência incontornável da pintura moderna; os impressionistas como Edgar Degas; e ainda Marc Chagall, reconhecido pelo seu estilo poético e onírico, onde sonho, memória e realidade se fundem harmoniosamente. Edvard Munch o pintor norueguês, um dos precursores do expressionismo. A sua obra mais famosa é “o Grito” na qual uma pessoa numa ponte grita a sua angústia e aflição. Também o universo vibrante e colorido de Romero Britto surge representado através de composições inspiradas na Pop Art, no cubismo e no graffiti. Por outro lado, a delicadeza luminosa de Johannes Vermeer, mestre da luz e da sombra, é facilmente reconhecida na releitura da célebre obra Rapariga com Brinco de Pérola. Ao visitar esta exposição, constatamos uma verdadeira explosão de cor, luz, emoção e vibração artística. A expressão artística revela-se, assim, um meio privilegiado para promover o desenvolvimento da aprendizagem, incentivando a criatividade, a liberdade de expressão, o sentir e o pensar, bem como o prazer de aprender, experimentar e descobrir diferentes caminhos expressivos. A exposição está patente do dia 8 a 15 de abril, no polivalente da Escola Diogo Cão.
Grupo de EV e ET (240)







