No âmbito de mais uma iniciativa dirigida ao 1.º ciclo, o Clube Ciência Viva na Escola do AEDC esteve presente na Escola básica do Bairro São Vicente de Paulo. Os professores José Luís Pinto e Gina Nogueira, em articulação com as professoras das turmas do 3º ano, Joana, Maria José e Dulcínia, dinamizaram, ao longo de toda a passada terça-feira, atividades de robótica enquadradas no currículo da Matemática, subordinadas ao tema “Geometria”, envolvendo todos os alunos do 3.º ano.
Os alunos manipularam os robôs mais simples Matatalab e Kubo criando programas básicos. O robô Matatalab permitiu essencialmente desenvolver a orientação espacial através da criação de desafios de programação de percursos simples em que os alunos tiveram de identificar e descrever posições usando vocabulário próprio como “em frente” e à esquerda”… . Os alunos compreenderam o conceito de ângulo e identificaram ângulos diversos, construindo polígonos recorrendo a ambientes de programação visual e associando os movimentos de quartos de volta, meia volta e volta completa às amplitudes respetivas dos ângulos (quartos de volta – 90º, meia volta – 180º e volta completa – 360º). Posteriormente e ainda através da programação, os alunos desenharam figuras geométricas. Constataram ainda a existência de outros ângulos que permitem desenhar outros polígonos.
Com o robô Kubo, os alunos verificaram que existe a possibilidade de realizarem uma programação semelhante, descrevendo posições recorrendo à identificação de coordenadas em quadros alfanuméricos.
Em cada atividade foi feita uma abordagem simples ao pensamento computacional, explorado de forma simples e articulada com a utilização da tecnologia, através de desafios criativos que promoveram também o espírito de iniciativa e a autonomia dos alunos.
Foram desenvolvidas tarefas que possibilitaram a definição de algoritmos (sequências de instruções passo a passo), a sua decomposição em etapas mais simples reduzindo a complexidade dos problemas, bem como a definição de estratégias de teste e correção, com vista à identificação de erros e à melhoria dos processos. Desta forma, incentivou-se a perseverança na realização das tarefas e reforçou-se a autoconfiança dos alunos.
No final da atividade, os alunos revelaram uma maior consciência das potencialidades dos equipamentos tecnológicos utilizados, reconhecendo a sua importância na promoção de aprendizagens matemáticas significativas, realizadas de forma lúdica e motivadora.
O Clube Ciência Viva do AEDC.







