Visita de Estudo ao Museu Soares dos Reis e às Edições Braille

No dia 22 de janeiro quatro turmas de 6º ano (A, B, C e D) realizaram uma visita de estudo ao Porto, nomeadamente ao Museu Soares dos Reis e ao Centro Professor Albuquerque e Castro- Instituto Braille. As turmas foram divididas para visitarem de manhã, uma das instituições, que trocaram após o almoço. Na parte da manhã, os alunos do 6ºA e D, realizaram a visita de estudo ao Museu Nacional Soares dos Reis. E outras duas turmas, 6ºB e C foram para o instituto Braille. As turmas foram divididas em três grupos, que participaram em diferentes atividades propostas pelo serviço educativo do museu, orientadas por guias especializados.
As atividades estiveram relacionadas com obras de grandes artistas portugueses, permitindo aos alunos um contacto direto com diferentes movimentos artísticos. Entre as obras analisadas destacou-se “A Fuga de Margarida de Anjou”, de Vieira Portuense (1765–1805) um óleo s/tela de 1798, uma pintura marcada pela expressividade e pela intensidade emocional características do Romantismo. Foi também explorada a obra “A Colheita – Ceifeiras”, do pintor Silva Porto (1850–1893) óleo S/tela datado de 1893, bem como trabalhos de Henrique Pousão (1859-1884),” Esperando o Sucesso” também um óleo S/ tela, pintado em 1882 e estes últimos artistas grandes naturalistas portugueses.
Os alunos tiveram ainda a oportunidade de observar a escultura em mármore de Carrara, representa a “Filha dos Condes de Almedina” datada de 1882, de Luísa Guimarães Guedes, da autoria de Soares dos Reis, escultor que dá nome ao museu e seu patrono. Visitaram a sala de escultura onde foi referida a excelência do escultor Soares dos Reis. Tanto Silva Porto, como Henrique Pousão e Soares dos Reis integram o movimento naturalista, que surgiu em França em meados do século XIX, inicialmente na literatura e nas artes plásticas.
O Naturalismo baseia-se na representação fiel da natureza e da realidade objetiva, rejeitando a idealização típica do Romantismo. Este movimento, associado ao Realismo, propôs uma alternativa à arte oficial da época e abriu caminho ao futuro Impressionismo. Em Portugal, embora tenha surgido mais tarde, o Naturalismo desenvolveu-se de forma original, tanto na pintura como na escultura, afirmando-se como uma das principais escolas naturalistas a nível mundial.
De um modo geral, os alunos responderam muito bem à dinâmica das atividades, demonstrando interesse, curiosidade e participação ativa ao longo de toda a visita.
Da parte da tarde, procedeu-se à troca dos locais de visita, tendo as turmas seguido para as Edições Braille. Nesse espaço, os alunos tiveram a oportunidade de observar as máquinas utilizadas na impressão de livros destinados a pessoas cegas ou com deficiência visual. Em seguida, assistiram ao trabalho de uma pessoa invisual, que explicou detalhadamente todo o processo de produção dos livros em Braille.
Os alunos participaram de forma ativa, colocando questões pertinentes e demonstrando grande curiosidade, o que foi bastante apreciado pelos orientadores da visita de estudo. Como experiência final, tiveram ainda o privilégio de observar a escrita do seu próprio nome em Braille, o que constituiu um momento particularmente significativo e enriquecedor.
A visita foi organizada pelas Professoras: Isaura Sousa e Paulete Lameirão, e assim foi uma “Viagem pela Arte e pela Inclusão”.

 
 

 

 

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